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GT Eólica debate acompanhamento das obras de linhas de transmissão de energia no Estado

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Reunião foi realizada na Secretaria de Minas e Energia - Foto: Luana Nyland/SME

O acompanhamento das obras para a construção de novas linhas de transmissão de energia elétrica no Rio Grande do Sul, resultantes do leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) 004/2014 - Lote A, foi tema de reunião do Grupo de Trabalho de Energia Eólica (GT Eólica), realizada nesta segunda-feira, 4. O encontro ocorreu na Secretaria de Minas e Energia. O secretário Artur Lemos Júnior, destacou a importância da assinatura do termo vinculante entre Eletrosul, Shanghai Electric e o Clai Fund, Fundo Chinês para Investimento na América Latina. “A negociação foi exitosa. Mas, vamos enfrentar dificuldades para a participação do leilão A-4”. Lemos explicou que, após a definição da transferência de controle, foi realizada uma reunião com os técnicos chineses para definir quais serão os próximos passos para a concretização do projeto. O grupo tem até abril de 2018 para abrir a Sociedade de Proposito Específico (SPE), que será a proprietária do Lote A. “O governo entende que é possível construir um cronograma que priorize, dentre as obras necessárias, quais devem ser executadas prioritariamente. Queremos ouvir as contribuições do GT Eólica, para que possamos construir um trabalho conjunto”, disse o secretário.

O diretor de Engenharia da Eletrosul, Jorge Andriguetto Júnior explicou que a preocupação da estatal sempre foi a de cumprir com as suas obrigações. Não somente com o Lote A, mas com o Rio Grande do Sul. “O grupo passa por uma reestruturação e desinvestimento. Paralelamente ao acordo com a Shanghai, estamos conduzindo os processos de licenciamento ambiental e execução fundiária”. Serão investidos R$ 3,9 bilhões para melhorar e expandir o fornecimento de energia elétrica no estado. O recurso será usado para construir 1,9 mil quilômetros de linhas de transmissão, sendo oito linhas de 525 kV e nove linhas de 230 kV, além de oito subestações (três em 525 kV e cinco em 230 kV) e a ampliação de 13 subestações existentes. As estruturas serão instaladas em municípios como Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Santana do Livramento, Osório, Candiota, entre outros. “Esses projetos vão possibilitar a participação de mais de nove mil megawatts eólicos em futuros leilões de energia. Os empreendimentos são necessários a partir de 2019. Queremos saber onde são as prioridades do lado dos desenvolvedores de projeto. O novo investidor precisa estar ciente”, explica Andriguetto.

O gerente de Planejamento e Programas da SME, Eberson Silveira, disse que a secretaria vem trabalhando, dentro de um cronograma de ações, para viabilizar as obras do Lote A. Ele também se mostrou preocupado com a participação do Estado nos leilões de energia. “O RS parou em 2014. Estamos há três anos sem poder participar”. Há dois leilões de energia marcados para dezembro. No dia 18 ocorre o leilão Aneel 004/2017 A-4 (quatro anos para a conclusão dos empreendimentos), para contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração a partir das fontes hidrelétrica, eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa. No dia 20 será realizado o leilão Aneel 005/2017 A-6 (seis anos para a conclusão dos empreendimentos), para novos empreendimentos de geração, a partir de fontes hidrelétrica, eólica e termelétrica a carvão, a gás natural em ciclo combinado e biomassa.

Também participaram da reunião representantes da Fepam, do Sindicato das Indústrias de Energia Eólica do RS (Sindieólica/RS), do BRDE, do Badesul e empresas do setor eólico.

Secretaria de Minas e Energia